terça-feira, 10 de março de 2015

Soneto ao amor e a dor

Lembranças, saudade adormecida que renasce,
Estava guardada, quase morta pela felicidade,
Agora não vai, por mais que o tempo passe,
Sem você sou nada, qualquer riso é falsidade,

A distância não mata o amor, só alimenta o sofrimento.
O tempo também parece matar, com você ele era um só momento,
Só há um lugar em que quero estar, e é no seu abraço,
Aquele apertado, sufocante, quase sem sobrar espaço,

Pra provar meu amor só preciso de você, do teu sim,
Com amor o perdão sempre deveria vencer,
Nada é demais, tudo é válido, só não o fim,

A vida fica fácil com amor, também é fácil perceber,
Não é por rimar com dor que devemos senti-la,
Só ele é verdadeiramente eficaz em evitá-la.

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