quarta-feira, 29 de junho de 2011

O Sonho Bom

Essa noite eu sonhei com você,
Poderia ser uma noite rotineiramente triste,
Mas essa eu tive um sonho bom,


Poderia acordar, como todos os dias, desejando a morte,
Poderia caminhar, como sempre, sem ter um norte
Mas nessa noite, em meus sonhos, eu tive sorte,


A vida estaria seguindo seu curso normal,
A tristeza poderia voltar a ser meu ideal,
Mas nessa noite, eu tive um sonho quase real,


Todo dia eu não tenho motivos pro dia encerrar,
Às vezes tenho até para pedir para o mundo acabar,
Mas hoje eu quero ir para casa pra poder sonhar,

terça-feira, 28 de junho de 2011

Soneto Nº 71

Acabou o tempo de desespero, a vida ouviu o meu apelo,
Pedi um amor, sonhei que você enfim acabaria minha dor,
Felicidade é quando te abraço e me pego afagando seu cabelo,
Essa paixão incontrolável, esse desejo de ir onde você for,


A tristeza e o ardor que tua ausência me causam no coração,
A alegria e o furor de tua presença me embriagam de emoção,
Teu corpo é um templo que venero no dia e profano a noite,


Vidas unidas por um laço que nem o tempo pode quebrar,
Que o amor puro e casto abençoou, e que a luxuria me fez amar,
Amizade e amor são sentimentos tão parecidos que se confundem,


Tua vida é um mar que meu desejo quer navegar, se perder, se afogar,
A confusão desperta minha indiscrição, e meus sentidos tuas ilusões iludem,
A cada dia que passa só consigo ver que é contigo que tenho que estar.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Soneto Nº 70

Teu olhar confuso me diz que não devo desistir,
Meu coração descuidado diz para não te seguir,
O universo em dúvida não sabe o que dizer,
O amor me joga no abismo que é te querer,


Estava tão perto do seu coração que o sentia bater,
Hoje estou tão longe que não consigo te ver,
Não sei onde foi parar o teu sorriso que me guiava,
Esqueci que deixei de te dizer o quanto te amava,


A amiga, a confidente, hoje a amada, a desesperada,
Se fosse certo não seria nós, se fosse fácil não seria você
Sinceramente quando você me olha, não sei o que vê,


Não sei se também quer essa união há tempos ansiada,
Minha alma já não quer acreditar, desistiu de sonhar,
Ela, no fundo da sua, viu que teu peito não quer amar.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Desejo

Quando te tenho em meus braços,
A paixão ocupa todos os espaços,
O mundo todo para, o coração dispara,
A cabeça não consegue mais raciocinar,
O corpo reage rapidamente, um instinto,
Um misto de volúpia e desejo é o que sinto,
Às vezes luxuria e cobiça até me permito
A carne enrijecida como tem que ser,
A perna tremula denuncia o prazer,
A alma não podia nem sabia mais esperar,
O corpo ansioso hoje só sabe ansiar,
O coração desesperado só consegue te amar.

Dança do amor

A saudade é estranhamente desesperada, dói sem parar,
A paixão suplantada é lembrada dormindo ou acordando,
Esse amor enraizado, hoje comemorado, me faz delirar,
Teu jeito de amar é um jeito só seu, aumenta meu desejo,
Sonhar com teu beijo, aumentar tua vontade, sonhar,
Fazer desse amor uma verdade que sempre acreditarei,
Quero fazer cada fantasia se tornar uma doce lembrança,
Na dança do amor nossos corpos são companheiros leais,
Buscamos juntos a perfeição, nessa união de desejos iguais.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Soneto ao ato de amar

A dor agora renascida que dói sem doer, sangra sem molhar,
A vontade reprimida que, acovarda os heróis, suplementa os fracos,
Sentimento alucinado, o ardor que antecede e apimenta os Fatos,
Coração aos cacos, assim mesmo a carne enrijece, é o ato de amar,


Seguro tua mão e apertando-a forte sinto a vontade que te domina,
Olho nos teus olhos e neles vejo o furor, a luxuria que a alma ensina,
O corpo pede pelo prazer, a boca implora e se perde no beijo,
O amor desesperado dispara a paixão que assim invoca o desejo,


Nesse embate não há perdedor, o deleite da arte de amar nos inflama,
A volúpia nos faz esquecer o mundo em um segundo de prazer,
O ápice do amor, o momento de fervor, nosso templo é nossa cama,


Somente com nosso amor posso te fazer do mundo esquecer,
Nessa dança você é meu único par, sou homem e você a única mulher,
Nosso corpo se completa em harmonia e prazer e é tudo que a alma quer,

terça-feira, 21 de junho de 2011

Paixão lancinante

Já não consigo me encontrar depois que me perdi,
Só me encontro nesse corpo pequeno, teu seio moreno,
Aquele veneno que tomo a sorrir, morro para viver,
Até a lua onipresente sente o calor que de ti emana,
Calor que me queima até nos sonhos e pensamentos,
Paixão lancinante que transmito aos quatro ventos,
Quando te vejo, a luxuria domina e o desejo escorre,
Estranhamente corro ao paraíso sem sair de nossa cama,
O mundo pára quando ouço sua voz a dizer que me ama,
O prazer congela o tempo, afaga o amor, dissipa toda a dor,
Traz cor ao já cansado coração, sacia a sede antes insaciável,
Quando se vais, tudo estranhamente retorna, é inacreditável,
A saudade imediatamente assume o lugar que tinha deixado,
Novamente me perco na nostalgia, volto a maltratar o coração,
Começo a ver que era inevitável me entregar a essa paixão.

.

Soneto do Corifeu (Homenagem ao poetinha)

são demais os perigos dessa vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando a uma lua chega de repente
e se deixa no céu, como esquecida.


e se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Ai entao é preciso ter cuidado
porque deve andar perto de uma mulher.


Deve andar perto de uma mulher que é feita
De música, luar e sentimento
E que a vida nao quer, de tão perfeita.


Uma mulher que é como a propria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento
Tão cheia de pudor que vive nua


Vinicius de Moraes, Livro de Sonetos, 1957


Resolvi postar um dos meus sonetos preferidos do Poetinha, enjoy...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Acróstico II

Solidão que faz as horas serem mais que dias,
A vida é sem graça, esse sentimento que destrói,
Uma dor que dilacera, consome, arde e corrói,
Dor essa que parece não mais acabar, torturante,
Assim vou vivendo cada instante querendo te encontar,
Distancia, és tu a causa desse nefasto sentimento,
E eu só peço que vá embora, anseio por esse momento.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Quero Você

Quero te amar sem embaraço,
Dizer que te amo sem entrelinhas,
Quero ser o motivo do teu cansaço,
Ser teu amigo, mas também teu amante,
Não te largar a nenhum instante,
Ser a alegria em meio a toda a tristeza,
Ser teu príncipe, e você minha realeza,
Causar fervor nas noites ardentes
E também ser o frio nos dias quentes,
Ser a água que mata tua sede de amar,
Quero você.

Amor amigo

Saudade desenfreada, sentimento marcante,
Amor amigo, dor mais que torturante,
Provar teu beijo é um utópico sonho irreal,
Satisfazer esse desejo mais que carnal,
Desejo desperto da alma, dor quase mortal,
Paixão que enraizou sem pedir permissão,
Tão rápido que a amizade que não deixou sentir,
Quando vi o coração bateu tão forte que quase parou,
Todo esse embaraço por não mais que um abraço,
Hoje o peito dilacerado dói só de imaginar seu beijo,
Quem sabe um dia o destino me ajude a viver esse desejo,
Quem sabe nesse dia, vivendo nosso amor, verá porque o almejo.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Poeminha III (ou Ode a saudade inacabada)

Saudade, sentimento inebriante que quase esmaga o coração,
Sensação torturante, qualquer minuto é uma espera angustiante,
A saudade chega com a solidão, e se alimenta da distância,
Essa ânsia de estar perto, de fazer o que não é certo,
Esse ardor no peito, os pensamentos encontrados no leito,
Saudade é a lenha que alimenta a fogueira da paixão,
Saudade é, sem duvida, a dor que mais maltrata o coração.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Jogo do amor II

Apaixonar-me foi um joguete do destino, armadilha do acaso,
Coincidência que meu coração não fez nenhum pouco caso,
Jogou-se e rapidamente nesse mar de amor fez morada,
Teu lindo sorriso, inebriante, em minha mente fez sua estada,
Teus olhos de menina me fazem facilmente enlouquecer,
Teu corpo me faz viajar, quando nele aceito me perder,
Assim, amo-te como se a primeira vez fosse, desesperado,
Como em um fado você se entrega me fazendo voar,
Pernas bambas, corpo trepido, eu lépido te faço levitar,
Teus gritos de prazer ecoam em minha mente, aceito sonhar,
Reflito, vejo sua imagem em meu coração, permito-me te amar.

.

Poesia Sem Título IX

Andava distraído, envolto a uma nuvem de falsas paixões,
Entorpecido, não notei que a paixão havia sutilmente chegado,
Tentei sufocá-la, em vão tentei esquecer o bem que você me faz,
A paz que só você traz, o amor e o bem que há muito não sentia,
Correr atrás desse amor é uma ilusão, mas nessa vida o que não é?
Já havia desistido quando meu coração quase parou de saudade,


Acordei quando vi que era uma necessidade te conquistar,
Uma obrigação me livrar essa saudade que embriaga o coração,
Mais que um desejo ou ambição, te ver feliz é uma promessa,
Esse sentimento é tão forte que para saciá-lo não tenho pressa
Assim, farei conforme o que quer o destino, sem atropelá-lo
Mesmo não acreditando nele, mesmo ele tendo sido muito cruel,


Sonho com o dia que acordarei e ao invés da solidão verei teu rosto.

Poesia Sem Título VIII

Nas minhas noites sozinhas você não sai da minha mente,
Mesmo cercado de pessoas você também se faz presente,
Você também domina todos os meus sonhos e minha lucidez,
Começo a achar que você não me amar é uma insensatez,
As ilusões passaram, as paixões foram esquecidas, e você ficou,
Esse coração que muito me enganou hoje só bate por você,
O destino ingrato conspirou para nossa distancia, esse desprazer,
Hoje a cada dia só aumenta essa ânsia de você, de te ter,
Viver esse amor como se o amanhã não existisse, em ti me perder,
Amar-te como se não houvesse mais onde ir, te enlouquecer,
Sentir pela primeira vez seus carinhos, provar seus beijos, te amar,

Poesia Subliminar:


“Raio de luz que sem querer me cegou,
Solidão que não me deixa saber quem sou,
Liberdade que quero viver preso a ti”

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Eterno Retorno II (republicado)

Começar de novo,
Reler os mesmos poemas,
Temer os mesmos temores,
Recusar antigos favores,
Remoer antigos rancores,


Recomeçar,
Atirar-se em meio à faísca,
Lançada do já gasto e pálido coração,
De quem agora lhe vê como irmão,
De quem você já não tem o perdão,
De quem você ainda pensa, em vão,


Começar de novo,
Gostar de tudo o que gosta o povo,
Circundar o que antes era lodo,
Esquecer a cama, mudar a trama,
Engolir o drama, degustar a lama,
Tentar de todas as formas se reerguer,


Recomeçar,
Pra quem sabe um novo amor encontrar,
De novo o céu visitar,
As trombetas dos anjos escutar,
E depois...
De novo o inferno visitar,
De novo como um tolo acabar,
Inebriado, dilacerado, como um cachorro, jogado, na sarjeta.


Postado em 16/03/2010

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Teu abrigo

A felicidade tinha finalmente chegado, a tristeza me abandonado,
Esqueci o que era nostalgia, era uma alegria que não me cabia,
Essa felicidade era você, tudo era você, somente por estar perto,
Quando conheci teu sorriso descobri o que era a verdadeira beleza,
Quando te vi com outros olhos, os olhos do amor, olhos da paixão,
Apaixonado, extasiado, não consegui mais pensar com clareza,
O desejo permanece, essa paixão ainda me enlouquece,
Quero ser mais que amigo, te salvar dos perigos e da dor,
Meu braço será teu abrigo, teu lugar é e sempre foi comigo.

Doce amizade II

Já não te vejo como antigamente, o amor se faz presente, só mudou,
A paixão adentrou meu coração e sem avisar nada, tudo dominou
Seus olhos viraram meu farol, por um momento não existi em vão,
Cada lágrima derramada pela sua ausência fortificou ainda mais a paixão,
Seu coração se tornou algo inatingível, seu corpo um sonho impossível,
A saudade preenche tudo o que posso ver, sentir, tocar ou ouvir,
A nostalgia me faz sentir falta do que não vivi, dos beijos que não te dei,
Esqueci até não lembrar de você, e hoje tudo o que sei é que te amo.

Talvez

Já desisti de te esquecer, já vi que é pra ser,
Já vi que não adianta tentar te conquistar,
Quem sabe eu tenha perdido para mim mesmo,
Quem sabe eu tenha nascido para andar a esmo,
Quem sabe a amizade é o sentimento para nós,
Quem sabe nosso momento já tenha passado,
Esse estado em que me encontro é passageiro,
Já não imagino ter teu corpo por inteiro,
Já consigo seguir a vida sem o amor verdadeiro,
Mesmo sem saber pra onde ir, já consigo me achar,
Mesmo sem te ter, vejo que foi um erro me apaixonar.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Soneto a Necessidade de amar.

Já não me convence esse amor com limites, com pouca doação,
Quero um amor desmedido, sem fronteiras, de explodir o coração,
Um amor que me faça suspirar, sonhar mesmo que esteja acordado,
Quero viver sem dor, sem nostalgia, um sentimento puro e demasiado,


Não quero ter controle sobre nada, quero me despedir com saudade,
Beijos com sabor de desejo, paixão embriagante, abraços com torpor,
Quero viajar sem sair da cama, encontrar a razão sem perder a sanidade,
Quero que minha amada seja meu porto seguro, que do céu seja a cor,


A razão de tudo o que eu faça, que seja o complemento final da oração,
Quero ser feliz, talvez nem consiga sobreviver a mais uma decepção,
Quero amar até o infinito e não mais a metade, quero tocar na felicidade,


Desejo tudo o que o amor pode oferecer, quero suprir essa vontade,
Quero Me doar, ser protetor, ator, guiar e também me perder,
Enfim, desejo voltar a vida, sarar as feridas, dizer de novo que “amar é viver”.

Soneto Nº 69

Contemplar teu corpo como se o amanhã fosse um sonho,
Sentir teu amor por mim como se ele fosse realidade,
Meu coração não soube resistir, e hoje dele apanho,
Você era uma doce companheira, agora é uma necessidade,


Hoje tu és um sonho, um doce delírio, uma ilusão sem par,
Teu amor é um enigma que minha alma não soube decifrar,
Não adianta tentar te esquecer, se não é isso quer o coração,
Fico sem saída, já que também não é seu desejo essa união,


Vou vivendo assim, impreciso, e teu sorriso é meu contentamento,
Mesmo te amando vislumbro o dia em esquecer esse sentimento,
Viver em paz, olhar pra traz e dizer “amei” ao invés de “amo”,


Tentei mas não resisti e me entreguei mesmo sendo certa a ruína,
Hoje vejo que era melhor ter desistido, não ter caído nesse mar,
Não consigo mais lutar, amar e ser desprezado, é essa minha sina.

sábado, 4 de junho de 2011

Preciso de você

Preciso de você,
E não é força de expressão,
Força da emoção ou uma cantada barata
Nem mesmo uma simples frase sem razão,


Eu realmente preciso de você,
Para que meus dias não sejam em vão,
Para que o amor não seja exatidão,
Para que não me desespere o coração,


Meu corpo precisa de você,
Porque preciso do seu calor a me esquentar,
Porque preciso de sua mão a me acalentar,
Meu corpo precisa do seu para amar,


Minha alma precisa de você,
Para que a saudade não me entorpeça ainda mais,
Para que o coração não padeça com meus ais,
Para que ela enfim encontre a paz,

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Saudade

Você parece forte, mas logo vejo essa fortaleza cair,
Quando fragilmente repousa a cabeça em meu ombro,
Quando tem seu corpo envolvido pelos meus braços,
Quando deixa algumas lágrimas molharem meu travesseiro,
Você, menina, me faz perder as estribeiras,
Romper as barreiras, contemplar ao fundo a paixão,
Marcamos um encontro em nossos sonhos,
E nele sem falta você está linda como sempre,
Seu corpo quente ameniza o frio da minha cama,
Suas palavras doces acariciam meus ouvidos,
Assim depois posso, enfim, descansar e te ver dormir,
Assim, mesmo que em sonhos, a saudade fenece.

Soneto ao Palmeiras

Essa alegria que em mim exalta o coração,
É o espírito da vitoria que me move a amar,
Não só um time, mais que um sonho em vão,
Foram tantas conquistas que nem consigo falar


O desespero dos inimigos, o amor dos que gostam de ti,
Mesmo nas infortuneis derrotas, não esquecemos as tuas glórias,
Teus grandes triunfos não se consegue guardar só para si,
Sempre és injustiçado, contudo sempre nos da muitas vitórias,


Os outros têm inveja de nossa torcida, de nosso amor,
Espelham-se no nosso louvável jeito de torcer,
No estádio, somos os que têm mais fervor,


O orgulho é verde e branco, cores que a natureza ajudou a tecer,
Nossos ídolos nunca serão esquecidos, mesmo em fase decaida,
Sociedade Esportiva Palmeiras, mais que um amor, uma vida.


Soneto feito em 24/09/2008

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Teu corpo

Olhos que só vêem o teu olhar, ouvidos que já viciaram na sua voz,
Mãos que só querem te tocar, um coração que só quer te amar,
Meu corpo é um templo em louvor ao nosso amor, é tudo o que quero,
Seu corpo tem tudo que eu preciso, e é tudo o que eu venero,
Quero desvendar cada centímetro, me perder nas curvas,
Quero mergulhar em você, e assim satisfazer corpo e espírito,
Creio que só com essa comunhão minha alma descansará,
Meu coração que já é teu poderá enfim deslumbrar a felicidade,
Deixar de sentir apenas a dor da saudade e começar a doer de amor,
Quero te seguir, te consumir, te acompanhar para onde for.

Soneto Nº 68

O dia esta triste, a vida passa em pequenos passos de formiga,
Nada finda essa dor, antes ao menos tinha você, minha amiga,
O sol ilumina, mas não aquece, tudo entristece, não há alegria,
O vento sopra, mas não acaricia como tuas mãos, é pura nostalgia,


A água que a sede não sacia, é mesma sede de você, insaciável,
A saudade vem com a nostalgia, e é dolorosamente Insuportável,
Você estava tão perto há um instante, hoje só nos sonhos te vejo,
Neles você é só minha. Neles eu não conheço apenas o desejo,


Percebo que sou feliz só nos sonhos, e a realidade é um eterno penar,
Quando acordo e percebo que você não está, à vontade é de morrer,
Teu corpo é um labirinto em que quero me perder sem querer me achar,


Vem matar a vontade que meus lábios têm dos teus, vem aprender a amar,
Sai dessa tempestade em que te encontras e vem navegar em águas calmas,
Brindaremos a comunhão dos nossos corações com a felicidade de nossas almas.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Saudade

Tenho saudade do que nunca vivi,
Saudades do que nunca tive,
E que talvez nunca tenha,
Saudade dos momentos nunca vividos,
Das nossas brigas nunca travadas,
Das reconciliações que não aconteceram,
Saudade do amor que você nunca teve,
Das lembranças que nunca teremos,
Dos momentos lindos que nunca vivemos,
Dos sonhos em que você não estava,
Das caricias que nunca viraram realidade,
Saudade de não pensar só em você,
Saudade de te esquecer,
Saudade dos beijos nunca dados,
Dos carinhos nunca ofertados,
Das noites que nunca passamos juntos,
Saudade de você.