sábado, 21 de novembro de 2009

Samba pra distrair XXII

Coração em Desalinho
Mauro Diniz-Ratinho

Numa estrada dessa vida
Eu te conheci
Oh Flor!
Vinhas tão desiludida
Mal sucedida
Por um falso amor...

Dei afeto e carinho
Como retribuição
Procuraste um outro ninho
Em desalinho
Ficou o meu coração
Meu peito agora é só paixão...

Tamanha desilusão
Me deste
Oh Flor!
Me enganei redondamente
Pensando em te fazer o bem
Eu me apaixonei
Foi meu mal...

Agora!
Uma enorme paixão me devora
Alegria partiu, foi embora
Não sei viver sem teu amor
Sozinho curto a minha dor...

.

Soneto Nº 57

Quando estou nos teus braços, não sei diferenciar o que é real de sonho,
Faça-me feliz e Viva comigo para todo o sempre, é o que te proponho,
Prometo não deixar nenhuma lagrima de tristeza deslizar em seu rosto,
Esqueça todos os males, só o amor imperará, nunca mais terá um desgosto,

Sua vida será uma eterna alegria, esse sorriso lindo nunca mais sairá de sua face,
Provarei minha intenção, te darei meu coração e um anel para coroar esse enlace,
Você será a mulher mais feliz do mundo, eu terei para sempre minha linda flor,
Em sua vida não haverá mais sofrimento, e na minha não terá mais dor,

Seremos uma só alma, mas com a calma que todos um dia sonharam
Hoje tenho também o companheirismo e a lealdade que muitos Invejaram,
Teus beijos, abraços e carinhos são o sonho de muitos, mas são só meus,

Tu tens tudo o que eu busquei, e que preciso para ser feliz, completo e realizado,
A verdade é que do teu lado tenho todo o amor que um dia tinha desejado,
Por te encontrar, por mais que não creia, tenho que agradecer a deus,

depois de muito tempo sem postar, mais um sonetinho...

domingo, 8 de novembro de 2009

Soneto da Madrugada II

Nossas vidas se misturaram, e eu te segui quando não sabia mais para onde ir,
Meus olhos fitaram tua beleza e eu fiquei ainda mais perdido, não pude fugir,
Desde então és minha alteza, eu teu pobre súdito, o com o amor mais fraterno,
Não quero só uma aventura, um bel prazer, quero o infinito, o solido, o eterno,

Um amor com toda a força que o mundo pode ter, e que os céus possam abençoar,
A poesia é a sincera manifestação, a tentativa vã de fazer o amor concreto, palpável;
Escrevo, e cada palavra parece um pedaço da minha alma, é inacreditável,
Por mais que eu tente, não consigo a imensidão desse sentimento demonstrar,

Para muitos pode não ser muito, mas longe de você um dia é o retrato da agonia,
Não consigo mais ficar sem seu amor, sem teu prazer, sem a perfeita harmonia,
Juntos somos mais, somos invencíveis, a concretização do verbo amar,

Perto de ti palavras já não dizem nada, o olhar fala por mim, me entrego sem pensar,
O teu toque é tudo que meu corpo pede a qualquer deus, só ele realmente satisfaz
Só contigo me sinto no céu, posso parar o mundo, Sensação que só teu beijo é capaz.

03:55

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Samba pra Distrair XXI

Saudade Louca
Arlindo Cruz / Acyr Marques / Franco

Nunca mais ouvi falar de amor
Nunca mais eu vi a flor
Nunca mais um beija-flor
Nunca mais um grande amor assim
Que me fizesse um sonhador
Levando a dor pra ter um fim
Pra nunca mais e nunca mais
Ah, meu amor, eu tive jeito de sorrir
Eu tive peito de me abrir
Ando louco de saudade (Saudade Saudade Saudade ôô)
Que é louca por você
Ando louco de saudade (Saudade Saudade Saudade ôô)
Que é louca por você
O tempo voa... e não perdoa
Só magoa... solidão
Quem ama chora... chora quem ama
Quem diz que não ama, não sonha em vão
Se a gente chora... é tem saudade
Até se atreve voltar atrás
A velha frase... o vento leve
É até breve não nunca mais.

Soneto a Minha Flor VI

Quando sinto teu corpo junto ao meu me sinto novamente criança,
Chego a novamente no amor novamente ter esperança,
Depois de tanta dor e sofrimento, é só esse meu contentamento,
O teu abraço, hoje raro, quem dera eu tê-lo a todo momento,

Sentir teu coração bater, quase sinto tua alma a abraçar a minha,
Dar um afago em teus cabelos, ele retira toda a dor que tinha,
Só ele, o teu abraço, tudo que faço, é para ele sempre ter,
Quem dera nunca mais sair dos teus braços, quem dera eu merecer,

Este sonetinho minha flor, é só pra te mostrar o bem que ele me faz,
Quando sinto teu corpo unido ao meu, toco por um momento a felicidade,
Meu semblante resplandece a demasiada alegria que ele traz,

Em meio ao torpor da alegria, tento demonstrar naturalidade,
Nunca mais quero me afastar de ti, nos meus sonhos, nunca deixei,
Eu te amo, disso pode ter certeza, és também quem eu mais amei.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Soneto a minha flor V

Há tempos nao vejo aquela que amo, meu coração dói,
Dilacera a alma nao vê-la, a saudade que tudo corrói,
Sinto-me como um jardim sem flor, sem razão de ser,
sem ela ao meu lado tenho até vontade de morrer,

O céu não tem cor, o mundo não tem vida,
Desse labirinto não consigo encontrar a saida,
Com ela aqui era tão mais simples e fácil viver,
Agora tudo é complexo, não consigo em nada vencer,

Os sonetos são mais tristes, os sambas tao nostálgicos,
tudo é tristeza, a felicidade se foi, os dias são tão trágicos,
não há luz, vivo sempre na escuridão, perdi minha estrela,

O pensamento viaja, meus olhos sonham em de novo vê-la
Minha boca só quer teu beijo, meu corpo quer o seu e nada mais,
Tenho certeza que é só dela que preciso para viver em paz.

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Saudade.

Saudade de tudo em você, de tudo que me faz te querer,
Das tuas implicâncias e dos conselhos, que teima em me dizer,
Da tua voz, a mais linda que conheço, a única que me faz sonhar,
Do teu olhar que tanto amo, teu sorriso, que até hoje me faz delirar,
Amar, palavra que pensava que conhecia o significado, até te conhecer,
De você não mais esquecer, de olhar para você e dizer “eu te amo”
E só com você essas palavras tiveram realmente significado,
Hoje posso ver isso, amor sincero, verdadeiro, o “amor que devora”
Este que só conhecia dos livros, e hoje vivo, hoje sinto, SINTO.
Saudade da tua beleza, esta que há tempos me contagiou, mas que sufoquei,
Hoje não sufoco nada, jogo tudo pra fora, de todas as formas que consigo,
Falo, sussurro, grito, imagino, sonho, e escrevo que TE AMO,
Saudade do teu abraço, que parece que abraça minha alma de tão sublime,
Saudade do teu beijo, que me faz passear pelo paraíso, tocar o céu,
Quando estou assim, cercado de vazio, fecho meus olhos e imagino os seus,
Olho para você, quase toco seu rosto, sinto seu cheiro, quase vivo de novo.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Soneto ao teu sono II

É indescritível a sensação de você adormecendo nos meus braços,
Você ali tão frágil, eu teu protetor, me sinto um gigante, um guerreiro,
Aquele que só nasceu pra te proteger, te dar um ninho, guiar teus passos,
Sem você, já não sei aonde vão os meus, não nego que sou teu por inteiro,

Quando fazes do meu peito teu travesseiro, sou mais que feliz, sinto o paraíso,
Nessas horas, chego a pensar que para viver é só de você que preciso,
Pois quando estás comigo, mesmo adormecida, a calma e a alegria me dominam,
Sigo meu coração, esqueço dos ensinamentos que o tempo e a vida me ensinam,

Poderia ficar a vida inteira te olhando, tua beleza é quase irreal de tão perfeita,
Mesmo você dormindo, fico ali parado, ouvindo as batidas do teu coração,
Por mais que tente negar, ou que não aceite, do meu coração és mesmo a eleita,

Você ali tão linda, não sei se sonha comigo, ou se não lembra que é minha paixão,
O amor verdadeiro, e que nunca mais verá a tristeza, isso é o que te proponho,
Fazer de ti a mulher mais feliz de todo o mundo, esse é o meu único sonho,

02:37
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Samba pra distrair XX

Não Sou Mais Disso
zeca Pagodinho/jorge Aragão

Eu não sei se ela fez feitiço
Macumba ou coisa assim
Eu só sei que eu tô bem com ela
A vida é melhor prá mim...

Eu deixei de ser pé-de-cana
Eu deixei de ser vagabundo
Aumentei minha fé em Cristo
Sou bem-quisto
Por todo mundo...

Na hora de trabalhar
Levanto sem reclamar
Antes do galo cantar
Já vou!
À noite volto pro lar
Prá tomar banho e jantar
Só tomo uma no bar
Bastou!...

Provei prá você
Que eu não sou mais disso
Não perco mais
O meu compromisso
Não perco mais
Uma noite à tôa
Não traio e nem troco
A minha patroa...

Sambinha muito bom do Zeca que ultimamente significa muito na minha vida.

domingo, 16 de agosto de 2009

Soneto a minha flor IV

Teus olhos iluminam tudo o que vejo
Você na minha vida é tudo o que desejo,
Teus beijos e abraços incendeiam minha alma,
Só com eles revejo e tenho a sonhada calma,

Sem eles, tudo não passa de trevas, e escuridão,
Ao te ver renovo diariamente minha paixão,
Nesses versos, mostro um pouco do meu amor,
Desejando, querendo que para sempre seja minha flor,

Meu jardim não tem o menor sentido sem você,
Tento te esquecer, o problema é que te amo demais,
Não vivo sem você, isso todo mundo vê,

Por mais que você fuja, seu navio sempre aporta no meu cais,
Não desisto, um dia vou de novo teu coração tocar,
Depois de tudo o que vivemos, nossas almas não vão se separar.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Samba pra distrair XIX

Súplica
Nelson Gonçalves

Aço frio de um punhal, Foi seu adeus para mim
Não crendo na verdade, Implorei, pedi
As súplicas morreram, Sem eco, em vão
Batendo nas paredes frias do apartamento
Torpor tomou-me todo
E eu fiquei sem ser mais nada
Envelhecido tenha, Talvez, quem sabe
Pela janela, aberta, a fria madrugada
Amortalhou-me a dor, Com o manto da garoa
Esperança morreste muito cedo
Saudade cedo demais chegaste
Uma quando chega, A outra sempre parte
Chorar já lágrimas não tenho
Coração, porque é que tu não paras
As taças do meu sofrer findaste, É inútil prosseguir
Se forças já não tenho
Tu sabes bem que ela era minha vida
Meu doce e grande amor.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Soneto Nº 56

Já não consigo mais seguir sem teu beijo, ele era e é meu maior desejo,
Até mais que viver, assim não dá mais pra ser, seu rosto esta em tudo que vejo,
Este era o ensejo da minha felicidade, hoje ela se esvaiu, a luz apagou, tudo sumiu,
Ando sem rumo pela vida, não acho a saída desse mar de tristeza, o mundo caiu,

Eu cavei o precipício onde estou, eu sei, mas sei também que só você dele pode me tirar,
Afogo no álcool a tristeza que teima em voltar ainda com mais força, sou fraco eu sei,
Olho tua foto e nela imagino você de volta, só me enganando assim posso descansar,
Poderia gritar ao mundo, Já não escondo de ninguém que foi você quem mais amei,

Perder-te foi o preço que paguei, o mais caro de minha vida, o mais duro, o mais triste,
Para te reconquistar não sei mais o que faço, ou pra curar essa enorme dor que persiste,
Já não tenho mais forças para resistir, então a solidão me entreguei, é o que mereço,

Nos sonhos você esta lá, linda e ao meu lado, te dou um afago, um beijo, chego a delirar,
Mas o dia teima em nascer, eu acordo e vejo que não passou de sonho, é onde pereço,
Teu sorriso eu busco, sua companhia me faz falta, é o tesouro que eu quero reencontrar,

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Poesia sem titulo II

Às vezes olho o céu, o admiro e sua beleza me faz lembrar você, chego a chorar
Quando o vento toca em meu rosto, sinto seu rosto no meu a me acariciar,
É triste, Se ando sozinho te imagino ao meu lado, de braço dado, sempre feliz,
Noutra vez estou em uma multidão, eu me imagino te abraçando, te protegendo,
O telefone toca, a esperança é que seja você, só quando escuto tua voz me acalmo,
Com o frio, eu quase sinto teu corpo junto ao meu, sinto teu calor, teus carinhos,
Quando o sol sai, quase escuto você reclamar do seu calor, é tudo tão real,
Chego a procurar algo para saná-lo, no fim, você me agradece com um doce beijo,
São apenas sonhos eu sei, mas eles são minha única conexão com a felicidade,
A realidade é dura, nela você esta longe, não te vejo sempre, é angustiante,
Em meus pesadelos vejo você com um novo amor, acordo com vontade de morrer,
Tudo que quero é te fazer feliz, nisso eu fui infeliz, não consegui, falhei na arte de amar,
Jamais hei de me perdoar, te perder foi o maior erro da minha existência, o que sinto é triste,
Se tivesse uma chance daria minha vida para te fazer feliz, porque assim eu também estaria.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Soneto Nº 55 (Ou soneto a minha flor VI)

Os dias ao teu lado formam todas as boas lembranças que ainda tenho,
Em todo lugar há você, por onde eu for, penso em você em cada passo,
Hoje escuto aquele samba com o mesmo amor, ainda sinto o seu abraço,
O que tenho a te dizer é que te quero de novo pra mim, por isso venho,

Passo o dia em constante loucura, só quando escuto tua voz me acalmo,
Nesse momento como que envolto em uma rede protetora me sinto salvo,
Depois de lutar contra demônios interiores e exteriores, depois de quase morrer,
Depois de tudo isso, não há nada o que fazer, você é a única coisa que queria ver,

Mas não te vejo, olho ao redor e você só está dentro de mim, não está ao meu lado,
Hoje sou apenas um homem odiado, é triste para quem outrora era amado,
Meu amor é inatingível, meu grito de paixão se tornou inaudível por você,

Mesmo gritando aos quatro ventos, você é a única que tem que escutar,
Já não consigo me expressar, por mais que tente, em mim você não mais crê
És a única que quero amar, a única flor que desejo em meu jardim cuidar.

28 de julho de 2009, 03:56

Meu samba.

Você chegou e logo mudou minha maneira de ser,
Quando te vi descobri a beleza do anoitecer,
Te dediquei meu samba, você era minha flor,
Compreendi a natureza do amor, vivi sem dor,
Mais você se foi e não disse que ia voltar,
Não quero mais te olhar, não quero mais te ver,
Sua maldade é grande, e sem você queria viver,
Eu vivo a sofrer, Assim não da mais pra ser,

No meu jardim esta faltando a minha mais linda flor,
A vida me diz pra seguir, mas não sei pra onde ir,
Queria tocar seu coração, tirar dele esse rancor,
Seja onde for não consigo andar, não tenho um amor,

Ainda tenho paixão, Desejo teu corpo inteiro
Você está perdendo um amor verdadeiro
Hoje estou perdido no meu penar,
A vida não diz se eu vou me recuperar,
Você se perdeu e eu não consigo me encontrar,
Eu me procuro e só consigo te achar,
E assim vou vivendo sem nada esperar.

Ainda não tem nome, nem melodia, se alguem quiser musicar, sinta-se a vontade.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Poema de ultima hora.

Essa força que me leva a te seguir,
É uma corrente que não me deixa partir,
Sinto-me completamente preso a você,
E você não vê o tamanho do meu amor,
A intensidade e o fervor desse sentimento,
Todo o meu infinito comprometimento,
Luto até com deus para ter teu amor,
Vou para onde precisar, faço o que for,
Você pode ter tudo, pois tudo pra ti eu buscarei,
Navegarei os mares, viajarei pelos ares,
Posso ir a todos os lugares por você,
Derrotarei tudo que entrar no caminho,
O medo não me atingirá, assim a de ser,
Não enquanto em mim esse amor viver,
“Não enquanto eu respirar”
Não enquanto o sol teimar em nascer.

Madrugadas de insônia são tristes.

Infelizmente ainda te amo. (Nova versão)

Amo-te pacientemente, pois espero o dia de te reencontrar, o dia em que o nosso amor terá o dia de recomeçar, e será mais forte que tudo, como já foi um dia.

Amo-te loucamente, os únicos momentos de sanidade que tenho são os que estou ao seu lado, os demais são como uma eterna loucura, cada segundo é uma angustiante tortura, não há lisura da paixão, ela retira completamente toda e qualquer razão.

Amo-te pausadamente, quando te olho, bem devagar observo cada detalhe, tentando me convencer que você é real, que você não é um sonho bom que vou acordar a qualquer minuto sem ver o final, tento aproveitar cada segundo, cada toque, cada olhar, cada momento com você como se fosse o último da minha vida.

Amo-te fatalmente, sem você não consigo achar nada que faça sentido em viver, sem você apenas existo, sem razão, motivo ou nada que valha a pena, sem você minha vida é um vazio sem razão para preencher, não há razão de ser.

Amo-te dedicadamente, minha dedicação não é um ato de servidão, ou um mero ato de escravidão, é uma doce prova de amor, não me sinto usado ou diminuído em te servir, me sinto realizado, completo, sinto-me com minha missão cumprida, és a minha missão.

Amo-te amargamente, o poeta já disse “o amor só é bom se doer” e você é a razão para a minha felicidade, e também para minhas penúrias, com você passo as noites mais doces e quando você se vai, me vejo nas mais amargas, meus momentos perfeitos, e os que eu quero esquecer, nesses você também está.

Amo-te assustadoramente, é incrível como um ser pode fazer tanta falta a outro, e como somente a sua presença pode curar uma das mais dolorosas feridas, a do coração, tenho medo de ficar com essa ferida aberta, de não ter os teus olhos para curá-la.

Amo-te infinitamente, não há medida ou classificação para meu amor, o amor tem que ser assim, quando se consegue medi-lo não é amor.

Enfim, amo-te infelizmente, esse amor cheio de entrega e fraternidade que ainda mora no meu peito, já não é suficiente, já não é o que você quer, já não é o que você merece.

Soneto Nº 51

Tinha seu coração, tinha seu amor, existia a alegria constante,
E hoje não sei nem por um momento o que é o contentamento,
Não há como seguir adiante, não tenho amor um só Instante,
Antes éramos um par, hoje tenho um infinito Lamento,

E principalmente tinha o teu beijo, o remédio para as angustias,
Era o momento ideal, só ele me salvava das amargas penúrias
Um nada hoje sou, tudo sumiu, e só me resta à nostalgia,
Cansado de tentar, desisto de lutar, e me entrego à melancolia,

Contra ela nada faço, permito-me lembrar, permito-me sofrer,
Recordando eu vejo o quanto vai ser difícil te esquecer,
Com você vi onde o amor pode chegar, e que ele pode ser real,

Mas também me fez ver como dói perder, que não pode ser natural,
Nosso amor era um infinito mar onde eu só queria me afogar,
E hoje me afogo no martírio que é ficar sem você, sem amar.


13/01/09

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Samba pra distrair XVII

Cuidar de Mim
Seu Jorge

Minha cabeça bem confusa
Só de ver ela passar
Só de ver ela sem mim
Ainda usa a mesma blusa
Com o broche que eu lhe dei
Combinando com o colar

Eu fico imaginando coisas
Me pego imaginando coisas

Lembranças de um tempo bom
Que a gente se amava em paz
Que pena que eu vacilei
Agora que não dá mais
Você não me deu perdão
Não tem problema
Espero que esteja bem
Feliz como eu fui feliz
O tempo é quem vai dizer
A vida quem quis assim
Não sou capaz de entender
Como saí de cena
Não dá pra mim
Eu vou voar
Melhor assim

.

Soneto à minha flor V

Há tempos não te via, que não olhava em seus olhos, que não te tocava,
Hoje a felicidade me encontrou, ela trouxe minha flor, não acreditava,
Teimava em pensar que era um sonho, Você ainda mais linda,
Seus olhos com o mesmo brilho, os meus não acreditavam na tua vinda,

Meu pensamento viajava nele eu te beijava, e você ainda era minha,
Olhava em seus olhos e meu coração disparava, não queria acordar,
Hoje tenho um pouco da sua amizade, a esperança era tudo que tinha,
Toda a loucura e amargura sumiram nos instantes em que escutava sua voz,

Nem lembrava as noites mal dormidas e dos dias de tristeza que passei,
Ainda te amo, com a mesma ou maior força, é a única coisa que realmente sei,
Tive ainda mais certeza quando te abracei, quando em seus cabelos fiz um carinho,

Tua voz é a musica que alegra meus ouvidos, o amor fez do meu coração seu ninho,
A qualquer deus clamo pelo perdão, e na angustia é sempre teu nome que chamo,
Relembrando um momento não muito feliz, digo “infelizmente ainda te amo.”

Às vezes um soneto sai em menos de cinco minutos.

sábado, 18 de julho de 2009

Samba pra distrair XVI

Vivo Isolado Do Mundo
Zeca Pagodinho

Eu vivia, isolado do mundo
Quando eu era vagabundo
Sem ter um amor
Hoje em dia eu me regenerei
Sou um chefe de família
Da mulher que eu amei
Linda, linda, linda, linda
Linda como um querubim
É formosa, cheirosa vaidosa,
A rosa do meu jardim
Se tu fores na Portela
Gente humilde, gente pobre
Que traz o samba nas veias
O samba de gente nobre
Mas ela não sabe
não sabe compadre, o que perdeu
Um amor sincero e puro,
De um escuro igual ao meu
Se ela soubesse
Que o peito padece com a solidão
Não me negava seus beijos
E me dava seu perdão

Na portela também tem samba bom...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Leia, faz bem.

Não gosto de fazer isso, chamar de um blog pra outro, mas essa postagem é especial, foi feita de uma maneira diferente, e eu costumo seguir os sinais do destino.

Por isso Visitem o Sei Pensar agora mesmo.




Eu exagerei no tamanho eu sei, mas vale a pena perder uns minutinhos.

"Toque do jeito certo, e tudo será como você quiser"
Vinícius de moraes

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Soneto à volta (ou Soneto a minha flor IV)

O que fazer para te esquecer já não sei, para não lembrar que em vão eu te amei,
Viver assim nessa sobrevida é a pena a qual fui condenado, coração dilacerado,
Agindo sem pensar a loucura me entreguei, perder-te foi o alto preço que paguei
Fui condenado à solidão, a pior das penas, por sua imagem sigo atormentado

Hoje me consumo na dor, me perco em inúteis lembranças, te persigo sem cessar,
Em sonho ainda te vejo com aquele sorriso pelo qual me apaixonei, chego a chorar,
Quando acordo e vejo a casa vazia percebo que você já foi, e que não voltará,
O que me move é a esperança que o dia em que você vai voltar chegará,

Não sei se estou sonhando com o impossível, o fato é que não desistirei,
Sonharei e pensarei que esse frio pesadelo vai um dia terminar, enfim acordarei,
Direi-te que você não saiu da minha cabeça um só instante, e que a dor era constante,

Não esbravejarei, recebê-la-ei como a filha pródiga que voltou naquele instante,
Direi que ainda a amo com mesma ou maior intensidade, e que te amarei seja onde for
No fim, olharei nos seus olhos e direi com amor: seja bem vinda minha flor.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Samba pra distrair XV

Fracasso
Nelson Gonçalves

Relembro sem saudade o nosso amor
O nosso último beijo e último abraço
Porque só me ficou
Da históris triste deste amor
A história dolorosa de um fracasso.

Fracasso
Por te querer assim como eu quis
Fracasso
Por não poder fazer-te feliz
Fracasso por te amar
Como a nenhuma outra eu amei
Chorar o que já chorei
Fracasso eu sei.

Fracasso
Por compreender que devo esquecer
Fracasso
Por que já sei que não esquecerei
Fracasso, fracasso, fracasso
Fracasso afinal
Por te querer tanto bem
E me fazer tanto mal.

Não sei se essa letra é mesmo do Nelson, mas conheço na voz dele, dai coloquei como se fosse de sua autoria..

Poesia sem titulo

Enterrei um frio punhal em minha alma inundada do mais puro amor,
Dilacerei meu coração já quase abatido, meu sangue já envilecido
Agora não há mais quem me proteja da dor, quem seja meu norte,
Aço forte perfurou meu coração, a dor é minha nobre companheira,
Meu farol, meu guia, minha fortaleza, és só minha amada lembrança,
Sem motivo ou razão passo a viver, um céu sem sol, um jardim sem flor,
Aquela doce lembrança dos seus beijos transformou-se no pavoroso terror,
Meu malfadado tempo é desperdiçado com versos tristes a descrever minh’alma,
A vida hoje não tem o menor sentido, é uma luta vã, entre a dor e a compaixão,
A desilusão em meu peito se instaura, e sem você não vejo como sair desta,
Saber que foi eu o culpado, a torturante verdade que corrói o que ainda resta,
O que resta? Um olhar, um doce olhar que persegue minha lembrança,
A dona da voz para qual fraquejo, um doce beijo que motiva minha mudança,
O ensejo que devolve as já gastas e quase derrotadas dignidade e esperança,
Farei como na poesia, lembrarei só enquanto respirar, enquanto ver o sol brilhar,
Por essa terra eu puder andar, até quando meu coração tiver forças para te amar.

Parnasiano como nunca....

terça-feira, 7 de julho de 2009

Versos Intimos

Augusto dos Anjos


Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!


Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu no Engenho Pau d'Arco, Paraíba, no dia 20 de abril de 1884. Seu pai era bacharel em letras, e lhe ensinou as primeiras palavras depois formou-se advogado porem nunca exerceu a profissão, dedicou-se a dar aulas de português e escrever sonetos e poesias.
Sempre na linha parnasiana, dos Anjos era um poeta do tipo dos que eu gosto, romântico e realista.

Soneto a perca

Tarde demais percebi que não me amavas, que meu amor não era seu,
Olhei para sua face, e percebi que nosso enlace não era verdadeiro,
Só quando percebi que seu coração não bate na sintonia do meu,
Cai do céu em que vivia ao seu lado quando vi que não era minha por inteiro

Todo amor que sinto agora é um nada, perto do tamanho de minha dor,
Levantar a cabeça já não consigo, pois no meu jardim não vejo aquela flor,
Eu nasci para amá-la, de mais nada servirá essa malfadada existência,
Não vejo mais nada, somente um quarto cheio da sua ausência,

Não sinto mais seus cabelos no meu ombro, seus olhos a me olhar,
Sua boca a me beijar, sua mão a me tocar, seus passos ao lado dos meus,
Agora, nem que tente, não sei o que fazer para não mais te amar,

Os sonhos destruídos, sou um pobre nada longe dos carinhos seus,
Em verso e poesia escrevo tentando nas palavras desabafar, em vão,
Meu amor é carnal não quero se de você ser apenas um Irmão,

sábado, 4 de julho de 2009

Samba pra distrair XIII

Coladinho
Ronaldo Barcellos / Paulinho Carvalho

Eu catuquei teu sonho, sonho de amor
Me apaixonei de vez, te amei demais
E me joguei aos teus pés
Eu sei que tanto fiz pra te fazer feliz
Mas teu amor não foi, e nem será
Completamente meu, jamais foi meu
Você gostou de mim
Finge me amar, eu finjo acreditar
Não me acorde desse sonho lindo
Sonhando, eu vou poder te amar em paz
Coladinho, agarradinho, bem juntinho de você
Me beije e não me deixe nunca mais, nunca mais
Você merece todo o meu carinho
Seu jeitinho enlouquece o coração
Coladinho, agarradinho, bem juntinho de você
Você me dá prazer e emoção

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Soneto da Madrugada

Ver-te e não sentir teus beijos é como não ver a luz,
Esse corpo que me deixa inebriado e me seduz,
No frio da madrugada ainda sinto seu calor,
Cada poro do meu corpo exala o mais nobre amor,

Vendo teu sorriso quase não lembro da minha tristeza,
Você me faz o mais triste dos mortais e ainda te amo,
Contudo, penso em você com a mesma delicadeza,
Dentre milhões, é só teu nome que penso e chamo,

Nessa madrugada só vejo seus olhos e mais nada,
Nem mesmo a dor vê minha pobre alma desprezada,
A tristeza antes inoperante, hoje é mais que presente,

Dói perder teu amor, dá tristeza o teu sorriso ausente,
A esperança sempre presente me diz que novamente vou te ter,
Acordado, a realidade mostra a infelicidade que não quero ver,


Rio Branco, 01:22 da madrugada do dia 01 de julho de 2009.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Samba pra distrair XII

Toalha de mesa
Noite Ilustrada

Jurei não amar ninguém
Mas você veio chegando e eu fui chegando também
Daí seu olhar no meu olhar
Depois sua mão na minha mão
Na toalha de mesa de um bar
Você desenhou um coração
Quem ama fica cego e nada vê
Escuta mil verdades mas não crê
vê na pessoa amada
A imagem pura da bondade
Embora seja a imagem da maldade
Eu vi mil qualidades em você
Mas hoje felizmente sei porque
É que eu estava cego
Estava sim não nego
Cego de amores por você!

De volta ao samba... Salve Noite Ilustrada!

Samba pra distrair XI

Queria que Você Estivesse Aqui
(Wish You Were Here)
Pink Floyd

Então, então você acha
que consegue distinguir
O céu do inferno
Céus azuis da dor
Você consegue distinguir
um campo verde
de um frio trilho de aço?
Um sorriso de um véu?
Você acha que consegue distinguir?

Fizeram você trocar
Seus heróis por fantasmas?
Cinzas quentes por árvores?
Ar quente por uma brisa fria?
Conforto frio por mudança?
Você trocou
Um papel de coadjuvante na guerra
Por um papel principal numa cela?

Como eu queria
Como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre este mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui

Tá, nao é samba, mas afeta tanto ou mais.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Samba pra distrair X

Número Um
Orlando Silva

Passaste hoje ao meu lado
Vaidosa e de braço dado
Com outro que te encontrou
E eu relembrei comovido
Um velho amor esquecido
Que meu destino arruinou.
Chegaste na minha vida
Cansada e desiludida
Triste mendiga de amor
E eu, pobre com sacrifício,
Fiz um céu do teu suplício
Pus riso na tua dor.

Mostrei-te um novo caminho
Onde com muito carinho
Levei-te uma ilusão
Tudo porém foi inútil
Eras no fundo uma fútil
E foste de mão em mão
Satisfaz tua vaidade
Muda de dono à vontade
Isto em mulher é comum
Não guardo frios rancores
Porque entre os teus mil amores
Eu sou o número um

Não é bem um samba, mas eu me emociono MUITO com ela...

Soneto a minha flor III

Oi meu amor, escrevo-te hoje sem saber quais palavras usar,
Não sei como te dizer, mas é você que eu quero amar,
Você pode não acreditar, mas meu coração já não quer te esquecer,
Peço-te que não deixe minha vida em vão, e que aceite meu querer,

Não tenho medo de dizer que farei de você desse mundo, a mais feliz mortal
A felicidade será transbordante, viveremos em um eterno carnaval,
Farei de você minha flor, a rima do meu samba, a cor celeste de meu dia,
Retirarei todos os teus medos, te aconselharei e lhe esquentarei na noite fria,

Serei tudo que desejares teu mocinho e teu vilão, teu amor e teu irmão,
Não deixarei que nada de tua vida a partir de agora seja em vão,
Mesmo quando vacilares irei segurar forte tua mão e direi “estou aqui amor”

Serei teu escudo, tua fonte de água limpa, tudo que precisares minha flor,
Trarei tudo que tua imaginação desejar, seja um beijo ou o mundo,
Já não tenho mais duvidas do que fazer, nesse amor quero ir ao fundo.

=\

.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Soneto de despedida

Não quero mais pensar em você, não há mais amor.
Só dor, descontentamentos frágeis e escassas lembranças
Memórias de nossas muitas e sempre lindas Andanças
O tempo e a angustia retirou do amor todo seu frescor,

Hoje as trevas se fundem com a solidão e não tenho mais você,
Mas a vida me sorri e não penso mais com amor, não há isso em mim,
Aquele que devorava tudo que existia ninguém mais vê,
Até o amor que devora pode acabar, agora sei que tudo tem seu fim,

Não há escolhas, não há o que fazer, viver é saber perder para ganhar,
O amor é um sentimento sensível, temos que ser menos humanos para amar,
A racionalidade só deturpa o que é belo no amor, ás vezes o esconde,

Viver do amor, é alimentar-se no ágape, beber de sua límpida fonte,
Por tudo isso, não pense que um dia nesta vida voltarei a te seguir,
Hoje decido que nunca mais na ilusão do amor tornarei a cair.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Samba pra distrair XI

Lavoura
Roberta Sá

Quatro da manhã
Dor no apogeu
A lua já se escondeu
Vestindo o céu de puro breu
E eu mal vejo a minha mão
A rabiscar
Esboço de canção.

Poesia vã
Pobre verso meu
Que brota quando feneceu
A mesma flor que concebeu
Perdido na alucinação
Do amor
Acreditando na ilusão.

Canto pra esquecer a dor da vida
Sei que o destino do amor
É sempre a despedida
A tristeza é um grão
Saudade é o chão onde eu planto
No ventre da solidão
É que nasce o meu canto.

No ventre da solidão é que nasce o meu canto...

terça-feira, 23 de junho de 2009

Oração do amor

Tuas frágeis mãos me fazem criança ao me tocar,
Teu abraço me adormece, teu amor me faz delirar,
Já não vivo sem o infindável prazer que é te amar,
Sei que esse desejo de ter pra sempre é vão,
Mas ao te ver, não há razão, é impossível dizer não,
Teu beijo me embriaga, teu olhar me hipnotiza,
O arranhão, a doce lascívia a tirar minha camisa,
O olhar penetrante quando te aperto,
Não dá pra resistir, é só chegar perto,
Não interessa se é ou não certo, é só prazer,
A afamada alegria de só pra mim te ter,
De fazer o mundo inteiro esquecer,
E só de mim lembrar, ao menos por um momento,
De fazer irrefutável esse grande sentimento,
E inaceitável o famigerado sofrimento,
Teu amor é meu maior prazer,
Me ajuda e dá força para viver.

.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Soneto Nº 54 (ou Versos tatuados no coração)

Teus olhos me fazem delirar, nos meus sonhos você é minha,
Esses delírios me fazem prisioneiros da duvida, já não sei o que é verdade,
Se você é um sonho, ou se a vida é o sonho e você a realidade,
Hoje tenho a quem amar, antes a solidão era tudo o que tinha,

E amo a criatura mais linda que qualquer deus poderia ter feito,
Sentimento transborda, não há nada, só há amor em meu peito
Sempre pedi felicidade, o mundo me deu você, não haveria de ser diferente,
Às vezes me pego pensando de vem esse infindável desejo ardente,

A pouco éramos apenas amigos, hoje somos uma só alma,
Temos um ao outro, e o mundo tem um amor puro para admirar,
Não consigo de ti ficar longe, só você me traz essa perdida calma,

Hoje te escrevo de um jeito quase desesperado, já não posso esperar,
Meu navio aportou, e desse cais não há mais saída, sinto como um furacão,
A poesia que lhe faço, extraio versos tatuados em meu coração.


Ainda me assusto com a forma que algumas poesias "brotam" assim do nada com uma rapidez impressionante...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Samba pra distrair IX

A Bela e a Fera
Edu Lobo - Chico Buarque

Ouve a declaração, oh bela
De um sonhador titã
Um que dá nó em paralela
E almoça rolimã
O homem mais forte do planeta
Tórax de Superman
Tórax de Superman
E coração de poeta

Não brilharia a estrela, oh bela
Sem noite por detrás
Tua beleza de gazela
Sob o meu corpo é mais
Uma centelha num graveto
Queima canaviais
Queima canaviais

Quase que eu fiz um soneto

Mais que na lua ou no cometa
Ou na constelação
O sangue impresso na gazeta
Tem mais inspiração
No bucho do analfabeto
Letras de macarrão
Letras de macarrão
Fazem poema concreto

Oh bela, gera a primavera
Aciona o teu condão
Oh bela, faz da besta fera
Um príncipe cristão
Recebe o teu poeta, oh bela
Abre teu coração
Abre teu coração
Ou eu arrombo a janela

Mais uma do Chico, pra variar...

terça-feira, 9 de junho de 2009

Como (ou frases soltas de amor)

Agora me diga como vou te deixar? Como vou viver sem teu abraço?

Sem olhar nos teus olhos, dizer que te amo e que você é a razão de tudo,

Você me faz real, sem você eu era um grão de areia, você é meu mundo,

Metade do que sou é você, metade de você sou eu, somos um só,

Sem teu amor simplesmente não existe em mim, não sou nada além de pó,

Teus beijos, teu amor, teus olhos, teu carinho, tua voz, tudo em você é sublime,

Depois de você, nada mais me deprime, nada me faz triste, não existo dor,

Não há espaço para nada, você inundou tudo de amor...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Visite agora mesmo os outros blogs da "família" e colabore comentando e divulgando, ao contrario desse, os outros blogs são completamente racionais, e nos fazem pensar em outras coisas que não o amor.

Sei pensar
Ensaios “filosóficos” pensamentos e textos exprimem uma idéia minha sobre o mundo e como viver nele.

Verdades sobre o mundo
Este é o filho mais novo do Não sei pensar, trata de assuntos polêmicos e reais, se são verdades ou não, só lendo e tirando suas próprias conclusões a respeito, foi inaugurado hoje, e promete novos posts em breve, não prometo regularidade, pois para esse blog as postagens exigem uma pesquisa detalhada, colher fontes e etc. Mas vale a pena a visita, comentar e divulgar.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Sem Você. (Republicação)

A alegria de estar contigo não pode ser medida,
Por todos é a mais desejada,
És alegre, sincera e adequada,
Não pode ser classificada,
A felicidade reside em nossa morada,
E eu não mereço dela ser afastada,
Como não cairei na dor? Como não seguirei você?
Como acreditar, quando não se crê...
As verdades são inexatas sem você,
Nós íamos mais além,
Nada é pra sempre, sem você.
Procuro outro alguém,
Vou de bar em bar,
Tento me desvencilhar,
Mais acabo te encontrando sem notar,
Às vezes sem querer,
Noutras planejado,
Sempre a sofrer sou malfadado.

Poeminha Publicado em 23 de Dezembro de 2008.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Para sempre minha flor (Ou soneto Nº 54)

Teus olhos já me dizem se é certa ou errada a direção,
E também foram eles que me tomaram o coração,
Vem, aperta e vê se não solta mais a minha mão,
Diga que me ama, e que nada do que fiz foi em vão,

Juntemos corpo e espírito, realidade e sonho,
Ninguém te fará tão feliz, isso eu suponho,
E ela, a sua felicidade é meu único desejo,
O teu sorriso é agora tudo o que almejo,

Esse ensejo que em meu coração brotou,
Aquele beijo quase sem querer aconteceu,
Naquele momento meu coração já te amou,

Aquilo foi o que de mais maravilhoso que ocorreu,
Agora você é meu amor, para sempre minha flor,
Tudo que posso querer, e o que desejo, seja onde for.

terça-feira, 28 de abril de 2009

O átrio único

A minha criancinha, a minha menininha que me faz homem,
Meu amor, a causa de todas as dores que somem,
A que desperta e sacia meus desejos e meus amores,
É quem merece minhas flores, destrói meus temores,
Trucida os antes frios e diversos rancores...
Não há palavras, sonetos ou composições,
Já não somos mais dois solitários corações,
O átrio único, os atos únicos, somos um só.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Soneto a minha flor II

Sinceramente, não há como estar longe de você minha flor,
Pois aonde vou sua lembrança me persegue suprime a dor,
A vida nos quer juntos, impossível relevar tantos sinais
Você meu amor, tem um calor que queima canaviais,

Não existe amor mais sacro, nem mais profano na terra,
Só havia nostalgia, pensei que morreria nessa espera,

Enfim um beijo nos uniu, e nossos olhos se notaram
Nossos corações se uniram, corpos e almas se entreolharam,

Hoje nossas vidas estão emaranhadas, não há o que dizer,
A paixão é amante e só existe amor, Não há mais o que fazer,
Vivemos em comunhão com o infinito, cabeça em desatino,


Dos teus carinhos foi nascendo à paixão, brincadeira do destino,
A amizade evoluiu, o amor despontou quase ninguém acreditou,
Hoje não há você nem eu, somos figuras que o amor suplantou,


O chico quase fez, mas eu acabei fazendo... =D

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Dos Três Mal Amados

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato,
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço,
O amor comeu meus cartões de visita, 
O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome,
O amor comeu minhas roupas, meus lenços e minhas camisas,
O amor comeu metros e metros de gravatas,
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus,
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos,
O amor comeu minha paz e minha guerra, meu dia e minha noite, meu inverno e meu verão,
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte...
João Cabral de Melo Neto

terça-feira, 31 de março de 2009

Poesia para flor

És minha flor, quem lembro com fervor, o ser para quem entreguei meu amor,
Você traz o doce ardor, a razão, do meu céu és a cor, quem traz a paz para mim,
Em minha mente, rápido ou calmamente, sempre vem teu doce nome
Você da minha vida tira todo medo e toda dor, não há porque nem como negar,
No abismo do amor quero me jogar, só com você sei o que significa amar,
Minha alegria é seu sorriso, meu sonho é seu delírio, tu és minha estrada,
Estava perdido no mar da vida, hoje olho para teu rosto e sei quem é minha amada,
Sai da solidão, e hoje me perco nos labirintos do amor, tudo isso ao seu lado,
Conheço os caminhos da tua alegria, Para tua felicidade sei que fui enviado,
Minha missão, minha obrigação, meu objetivo único e principal, o teu bem,
Não há nada mais importante, das obrigações do mundo estás aquém,
Não fujo, nem muito menos nego, tu és tudo o que realmente amo.


segunda-feira, 16 de março de 2009

Dica



Tá afim de uma boa musica? todas as terças feiras, na toca do lobo, em Rio Branco, Acre acontece o projeto Samba na Toca, com o Grupo Roda de Samba, mandando o melhor do Samba, Mpb, e tudo que há de melhor na musica Brasileira.

Esse vídeo é uma ínfima amostra do repertorio do grupo, que vai de arlindo cruz a Chico Buarque, passando por Zeca Pagodinho, sempre mantendo a proposta de qualidade que o projeto visa levar.

Não perca!

domingo, 15 de março de 2009

...


Não Há o que dizer, não há o que fazer, nem o que comentar, apenas o que amar, só isso, só o que basta, te amo.

Obrigado por existir.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Samba pra distrair. VII

Pago Pra Ver
Composição: Nelson Rufino

Pago Prá Ver
Você rogar a minha volta
Minha revolta
Tá na tua ingratidão
Quem deu amor
Quem se entregou
Não merecia uma partida
Sem deixar explicação...

Quando você chegou prá mim
Foi tanta jura
Tanta promessa desse amor
Jamais ter fim
Agora vejo
Foi somente um desejo
Simplesmente um ensejo
Prá mais uma curtição
Enquanto eu
Que apostei todas as cartas
Nesse amor que me descarta
Só a dor, desilusão...

Vou refazer minha vida
Mudar o meu telefone
Cicatrizar a ferida
Tirar o seu sobre nome
O que restou de nós dois
Vou apagar da lembrança
E não vou mais me entregar
Feito criança...



Mais uma perola imortalizada pelo grande Zeca Pagodinho...
o/

sexta-feira, 6 de março de 2009

Samba pra distrair. VI

Um homem chamado Alfredo
Vinicius de Moraes

O meu vizinho do lado
Se matou de solidão
Abriu o gás, o coitado
O último gás do bujão
Porque ninguém o queria
Ninguém lhe dava atenção
Porque ninguém mais lhe abria
As portas do coração
Levou com ele seu louro
E um gato de estimação

Há tanta gente sozinha
Que a gente mal adivinha
Gente sem vez para amar
Gente sem mão para dar
Gente que basta um olhar
Quase nada
Gente com os olhos no chão
Sempre pedindo perdão
Gente que a gente não vê
Porque é quase nada

Eu sempre o cumprimentava
Porque parecia bom
Um homem por trás dos óculos
Como diria Drummond
Num velho papel de embrulho
Deixou um bilhete seu
Dizendo que se matava
De cansado de viver
Embaixo assinado Alfredo
Mas ninguém sabe de quê

Vinicius de Morais sempre é bom né, Saravá...

quarta-feira, 4 de março de 2009

Samba pra distrair V

Minta Meu Sonho
Zeca Pagodinho

Hoje sinto a mesma dor
Talvez menos que você
E não ter com quem conversar
É como a saudade quer me ver
Diz pra eu te procurar
Mas aqui estou pedindo, amor
Pedindo pra ficar
E depois do que eu disser
Me perdoa se quiser
Mas não magoa agora, não
Por enquanto, empresta teu perdão
Finge que está tudo bem
Que não há ninguém
Me faz bem acreditar que ainda existe amor
Me deixa crer que até aqui nada mudou
E, sem querer, deixa eu pensar que me aceitou
Ou que talvez eu seja agora um novo amor
Minta pra mim, pra que eu viva meu sonho
Feliz assim...


Obrigado ao meu amigo Paulo Perfeito, que me apresentou essa jóia..

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Ele morreu de amor

Ele morreu de amor!
Seu corpo já não tem a alegria de outrora,
Já não tem riso na alegria, choro na dor,
Não olha mais nada, já não vê cor,
Nem nada tem, não há nada o que procurar,
Nada o que dar, o que oferecer nem o que pedir,
Antes ele era tudo, tudo para ela,
Dava tudo, tinha tudo,
Hoje ele é um nada. Nada para ninguém.

Ele morreu de amor!
Deixou que a coração pedra virasse
Não deixou que seu sentimento vingasse,
Que ninguém seu amor achasse,
Já não tem a quem amar,
E nada fez para esse quadro mudar,
Viveu o que pôde, amou o que pôde,
Ele era a extensão do amor que víamos,
Hoje ele é um corpo, um mero punhado de átomos,

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Soneto ao falso sentimento

Sempre que te olho, vejo o amor, a felicidade me toma,
É sempre a tua presença que a alma e o amor inflama,
Quando olho para o jardim, nele não está aquela bela flor,
Observo o céu, até ele parece se compadecer da minha dor

O sol está mais triste, não ilumina mais um grande amor,
Não há paixão, apenas vê um coração que só sente rancor,
E uma alma desolada, sem razão, sem ter nada a esperar,
Um coração desabrigado, que não tem ninguém a amar,

Só existe a desilusão de ter entregado erradamente o coração,
Ter dedicação a quem não merecia nem desprezo, desolação
Lembro dos momentos felizes, eles mereciam ser esquecidos

Sem você espero ter novamente a felicidade dos tempos idos,
Não terei mais teu calor, nem teu falso amor, teu sentimento banal,
Só terei a tristeza e o desespero, mas ao menos será tudo real.

.

Samba pra distrair. IV

Beco sem saída
Sílvio César

Ah! Quanta amargura no seu peito
Não está direito
O que você me faz, não tenho paz
Quanta emoção, quanta aflição, ingratidão
Meu coração já não agüenta mais

E agora, sem você o que é que eu faço
Onde eu jogo o meu cansaço
Quando eu quero descansar
O que é que eu vou fazer da minha vida
Nesse beco sem saída, que você quer me deixar

Já fiz meu travesseiro do seu braço
E agora o que é que eu faço, pra me desacostumar
Você não vai ficar fazendo graça
A uva também vira passa, você vai se machucar.


Lindo samba que ficou conhecido na voz do saudoso Noite Ilustrada, cantou que imortalizou grandiosos sambas, teve seu auge com o samba "Volta por cima" sempre cantou um estilo bem parnasiano, do jeito que eu gosto..

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Soneto Nº 53

Às vezes olho pra você e não consigo definir se é real,
Tento inibir a emoção, acalmar o coração, não há nada igual,
Olhar nos teus olhos e me ver, reforçando nossos laços,
Sempre que tento fugir é em vão, acabo sempre nos teus braços,

E deles não quero sair, reprimir esses desejos seria loucura, insensatez,
Um conselho: esqueça do mundo e se entregue a esse amor de uma vez,
Sua infinita beleza é a realeza a qual quero servir, teu corpo quero seguir,
Nele me perder, tua felicidade encontrar, teu abraço para sempre sentir

O caminho que juntos traçamos, juntos seguiremos sem nunca vacilar
Esse olhar que me enfeitiçou há tempos, hoje não consigo te deixar,
Meus olhos são teus amantes, sua beleza é o mar onde me afogo,

Não posso te perder te quero para sempre, a deus só isso rogo,
Quero te amar, te servir, buscar tua felicidade, ver sempre teu sorriso,
O que meu corpo quer e meu coração espera, teu beijo é só o que preciso.


Fazia até um tempinho que eu não postava nada...
"O poeta escreve suas dores"
então, eu não tenho o que escrever.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Soneto Nº 52

Na vida eu tenho muita sorte, porque tenho você, és a minha realeza,
Por mais que seja forte, para mim é sempre minha florzinha indefesa,
Meus sentimentos agora vejo com clareza, é o amor suplantando tudo,
Diante da tua beleza saio de mim, não penso em nada, chego a ficar mudo,

Embriagado com teus carinhos eu sigo nessa jornada delirante de emoções,
Não sei se existe um deus, caso exista, foi ele que juntou nossos corações,
Sonetos e mais sonetos não conseguem traduzir o que sinto, é celestial,
Ao passo que o desejo carnal que sinto por você é quase sobrenatural,

Esses anseios volúpiosos, que nosso abraço desperta mesmo sem querer,
Andei a esmo pelo mundo procurando o amor, eu não queria perceber,
Que era você que eu procurava, minha alma gritava, meus olhos não te viam,

Também não via que são teus olhos que há muito tempo me guiam
Beijei-te quase sem querer, e hoje mesmo que queira não consigo te deixar,
Depois de te beijar, estou quase enfeitiçado, não conseguiria deixar de te amar.

.
Saído do forno agoraaa =D

Poeminha sem nome III

A tristeza já não me consome mais,
A nostalgia não se faz tão presente,
Recuperei o que me era antes ausente,
O teu navio aporta de novo no meu cais,
Posso viver novamente na sonhada paz,
Sou feliz, já que novamente aqui estás
Tinha a tortura dos longos dias de solidão,
Agora tenho você que me acalma o coração,
E estou sempre pronto para os males que virão,
Até a poesia recuperou a sua razão perdida,
O samba voltou a ter melodia, a ter vida,
O sol pode brilhar, já tem a quem iluminar,
A lua é a única triste, já não é a mais bonita,
O gelo derreteu, o fogo voltou a arder,
Hoje novamente tenho razão de ser,
Não ando mais tão triste e perdido,
Pela dor sendo arduamente consumido,
Agora só a flores no meu caminho,
Sim, contigo nunca estou sozinho,
Com você minha flor, não há espinho,

.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Amor presente (Republicação)

O amor tem que ser maior que tudo,
E se ele for realmente amor, ele será

Se ele for esse nobre sentimento,
Ele só demonstrará contentamento,
E nem por um breve momento,
Na monotonia mundana cairá
Se não for um breve engano,
Se não for nada profano
Ele nunca sucumbirá
E a dor do seu mundo curará

Quando o amor se faz presente,
Ele se apodera da gente,
Reside no coração e na mente,
Não há como reprimir o que sentes,
Por mais que seus olhos não demonstrem
Seus atos, gestos e palavras o condenarão,
Todas as mentiras morrerão,
Ele jamais fenecerá,

É por mais que tente, é inútil tentar fugir
Tudo que fará é para você mesmo mentir,

Não ver o que vai ser impossível esconder,
Você pode com todas as forças tentar reter,
Mas no labirinto do seu próprio coração irá cair,
Até quando a poesia feita dele é inútil,
Quando pensas que seu sentimento é fútil,
Mesmo não querendo você se vê
Ao tentar falar ele te deixa mudo,
O amor tem que ser maior que tudo,
E se ele for realmente amor, ele será.

05/12/08
Uma das minhas preferidas.

Soneto ao reencontro

Estávamos tão perto... que quase não resisti ao te tocar,
Engoli a seco o gosto de minha tristeza de não poder te beijar,
Senti teu abraço, olhei nos teus olhos, me senti vivo, toquei a felicidade,
Mesmo que pra você tenha sido ago banal, mais um samba na cidade

Olhava-te tão linda e feliz, não tinha aquela amargura de antes,
Sem você a vida é escura, não tem mais aqueles momentos fulgurantes
O coração disparou, foi como da primeira vez, o sangue rápido circulava,
Mesmo que quisesse era quase impossível fingir que não te amava,

Só teu orgulho não via e a tua alma já não se encontrava junto a minha.
Não tens mais destino certo, um ombro para chorar o que há de mal,
Desapareceste de onde é teu lugar cativo, desviaste de tua rota principal,

Via-te feliz, e isso me alegrou, teu sorriso desvia toda tristeza que vinha,
Estava decidido a te esquecer, e novamente não sei se esse é meu destino certo
Nosso coração a milhas do amor de antes, mas ontem estávamos tão perto...

09/12/08
Não Publicado.

Soneto a solidão II (Republicação)

Desabafo nas folhas brancas que estavam amarelas de tanto eu te querer,
Agora escrevo com a inspiração dos antigos boêmios, na solidão de não te ter,
As frases são simples, as rimas pobres, mais meu sentimento é puro,
Puro amor, saudade e paixão, mais nada que derreta esse teu coração duro,

Você se foi, e com você foi junto tudo o que amava, agora sou só tristeza,
O que quero é só você, nada mais, mesmo você vindo com sua aspereza,
Nada mudará o presente, nem nosso passado, queria você no futuro.
Tenho saudade do torpor do teu beijo, a luz do teu olhar que me tirava do escuro,

Vejo os dias passando, e você sem chegar, ainda aguardo você voltar,
Amigos dizem que é angustiante, mais assim mesmo continuo a te esperar
As recordações reascendem minhas esperanças, e a cada segundo te espero

Sua ausência é o vazio que sufoca, e a dor que domina tudo o que penso,
O tempo vai passando, e você não esta aqui, isso me deixa muito tenso,
Suas caricias, suas palavras certas, não me vejo sem, por isso ainda te venero

Escrito em 09/10/08, publicado em 28/11/08

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Além da imaginação (Republicação)

O que sinto esta além da imaginação,

Os versos que faço, às vezes sem intenção,
O coração, órgão às vezes tão cruel e desalmado,

Intempestivo, confuso, arbitrário e malcriado,
Sinto os desvarios que em mim são quase mecânicos,
Olho para sua fotografia, e como em um filme eu vejo,

Assim como vejo o mundo, enxergo minha alma no teu retrato,
Tanta ternura, tanto carinho e afeição,
Todo e qualquer sentimento vira clichê,
Se relacionar esse amor que sinto por você,

A vida assim se torna perfeita,
A perfeição que os poetas teimam em dizer que não existe,
Eu a encontrei sem nenhum esforço, a vida trouxe pra mim,
E assim, procuro viver, para não perde-la, te amo, e isso basta,

E se não bastasse, o seu amor me completa, e nada vai ofuscá-lo.
O amor que esta além da imaginação de qualquer mortal,
É este que eu sinto.

15 de novembro de 2007


lindo...

Soneto Nº 18 (Republicação)

Se eu pudesse romper todas as barreiras,
Tempo, som, luz e principalmente espaço,
Usaria tal poder sem o menor embaraço,
E assim te teria ate minhas horas derradeiras

Pararia o tempo ficando para sempre ao teu lado
Acabaria a saudade que tanto reclamo
Romperia o som, dizendo a todos o quanto te amo,
Com a luz Iluminaria o seu rosto, que me deixa encantado

Assim mesmo na escuridão nada seria castigo
E sempre que eu quisesse estaria facilmente contigo,
E o espaço não seria mais este grande entrave,

Acho que assim da felicidade eterna achei a chave
Sem tempo, som, luz ou espaço, é assim que tem sido
Na tua presença, só o amor tem acontecido.

22 de outubro de 2007
.

Um dos meus preferidos.