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sexta-feira, 2 de março de 2012

Soneto da madrugada V


Meu amor não é novidade pra ninguém, faz tempo que te desejo,
Não há nenhuma falsidade, é tudo verdade, um sentimento puro,
Não esqueço teus abraços, tua voz, teu toque, teu olhar, teu beijo,
Teu beijo é a maior lembrança do passado e o maior anseio do futuro,

Somos ligados mesmo sem querer, tentamos fugir, é sempre em vão,
O medo que sente não é suficiente para te afastar do meu coração,
Tudo o que faço é pensar em você, meu amor me mostra onde ir,
Tenho motivos para chorar, mas a lembrança do teu sorriso me faz sorrir,

Perde esse medo e vem amar, esquece o passado, vive o presente e vem,
Eu quero te provar que posso te fazer ir pro céu, ir ao paraíso, ir além,
Esquece meus defeitos, pra você, e por você, eu sei que posso ser perfeito,

Já não consigo esconder, faz tempo que teu coração bate em meu peito,
Deixa-me provar meu amor, quero te mostrar toda a minha paixão,
Prometo curar qualquer dor, só me deixa entrar em seu coração.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Soneto ao desejo

Às vezes nem preciso dormir para sonhar, acordado vejo nosso amor,
Porém nos meus sonhos, de tão reais, posso quase sentir teu calor,
Neles você não me diz não, neles é sempre teu sonoro e belo sim,
De tão belos quase não quero acordar, quero essa realidade pra mim,

Contigo a vida seria mesmo assim, seria viver um sonho perfeito,
Quero ser teu amor, te causar ardor, o teu escolhido, o eleito,
Desbravar teu corpo, entender tua alma, ser mais que um passatempo,
Ser pra sempre, nao ser só uma paixão que é levada pelo vento,

Quero estar presente no mal e no bem, chuva ou vento, glória ou lama,
Ser dor e prazer, fé e luxúria, no quarto, sala, parede, chão ou cama,
Entender tua realidade, mas também habitar teus sonhos, pra sempre,

Não sair do teu pensamento, visitar tua alma e morar no teu ventre,
Fazer dos teus beijos meu alimento, e da tua paixão minha religião,
Morena, quero estar no teu peito, e assim, fazer sentido ter um coração,


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Soneto à tristeza (ou A Tristeza da insônia)

Envolto em lembranças, a nostalgia é minha companheira, 
Bem ao lado da insônia, que não me deixa nem contigo sonhar, 
O tempo passa, não te esqueço, volta e meia torno a lembrar, 
Assim sendo, tenho medo de te amar até minha hora derradeira, 

Amo-te calma e furiosamente, e isso aumenta a cada hora, 
Você fazia meu sorriso feliz, alegrava meu sofrimento,
Tudo era lindo, tudo tinha cor, nada era fingimento, 
Agora não tenho paz, desde a hora que você foi embora, 

A tristeza é senhora, a dor já é parte do meu corpo,
E ela é tanta que, as vezes, adoraria estar morto, 
Assim não sentiria sua falta, morto não já não poderia sofrer, 

Tento fugir de você, mas meu amor teima em te perseguir,
A razão diz que aqui é seu lugar, o coração já nem sabe o que sentir, 
Já desisti de te esquecer, já desisti de ter você, já desisti de viver.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Soneto Tristonho

Já não posso enxergar sem teus olhos, meu sol escureceu,
Você se foi quando meu peito já não podia te esquecer,
E eu fiquei aqui sozinho com esse amor que em você morreu,
Não posso caminhar sem ter você, assim não é possível viver,


Sem teus carinhos, sem teu aninho, sem teu calor, sem teu amor,
Tudo é nostalgia, tudo é descontentamento, aflição, tudo é dor,
A tristeza invade, o corpo fenece enquanto alma desconhece a alegria,
O que fazer se nunca mais pude ver aquela beleza que irradia,


Uso das letras tentando te conquistar, inútil, o coração desaprendeu a amar,
Disfarço, mas de agora em diante o que resta ao meu coração é chorar,
Lutar contra essa dor já não posso, é tudo em vão, luta sem precisão,


Olho teu retrato, e apenas maltrato o já quase despedaçado coração,
Que não bate sem que procure o teu, que não sente mais nada, só saudade,
Ter-te ao meu lado não é apenas querer, vontade ou ambição, é necessidade.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Soneto à paixão

Madrugadas frias lembram-me do teu calor esmagando a saudade,
Dias quentes, lembro dos teus beijos refrescando um pouco a ansiedade,
A insônia é minha companheira, e nem nos sonhos posso te encontrar,
Passo os dias lentamente na esperança de um dia poder te amar,


Desabafo no papel e cada linha transparece o sentimento exacerbado,
Essa dor em meu coração parece inflamar mais a cada momento,
Não há como dominar a paixão, esse sentimento descontrolado,
Já disseram ser uma ferida que dói sem doer, uma desejo sem cabimento,


Na verdade ninguém conhece a profundidade dessa dor, tampouco sua cura,
Tento disfarçar, mas já estou completamente entregue a essa altura,
Vivo como se morte tivesse chegado, sem razão, sorte ou esperança,


Mesmo assim não me entrego, tenho sonhos ingênuos, feito uma criança,
E desejos luxuriosos que se renovam e em minha mente fizeram morada,
Alimentam a saudade, me fazem querer mais e mais que seja minha amada.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Soneto Nº 76

Meus sonhos me maltratam, a realidade me faz querer desistir,
A cada dia sinto que só com você saberia realmente aonde ir,
Sinto-me perdido, triste, só e esquecido, sem razão de ser,
Você traz a vida, e desde que se foi vejo minha alma morrer,


Cada segundo sem você é triste, sem razão, um tempo perdido,
Meu lar sem você é menos que nada, um ninho de amor esquecido,
O luar outrora símbolo maior do nosso amor hoje traz a nostalgia,
A tristeza invadiu e ocupa tudo o que havia, era você era a alegria,


Na guerra contra a saudade eu já perdi tudo, inclusive a sanidade,
Você se foi e levou o sol, sua ausência trouxe a tempestade,
Chuva que sem seu calor é mais forte e devastadora que um furacão,


Quando aqui estavas, mesmo de longe, acalmava meu coração,
A nostalgia é tão grande que nos sonhos quase posso te tocar,
Já a esperança é tão ínfima que é uma utopia querer te amar.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Soneto Nº 75

Você é tão linda que pensar em você já é olhar para a felicidade,
Seu olhar sereno que me faz contemplar a paz e a tranqüilidade,
Teu toque me mostrou o paraíso, e hoje era só o que precisava,
Hoje é muito difícil não te ver ali onde até a pouco você estava,


Você saiu do meu convívio e entrou de vez no meu coração,
E nele fez morada, fazendo com que ele não seja só um vão,
Andamos juntos, mesmo não estando na mesma estrada,
Quero ser teu amigo e amante, te ajudar nessa caminhada,


Esse destino errante um dia se consertará, é o que espero,
Mesmo que já cansando de esperar, você é tudo que quero,
Teu abraço, tua voz, teu toque, teus beijos, teu calor, teu amor,


É Pena que fiquem apenas nos meus sonhos, aumentando a dor,
E eles, traiçoeiros que são, me fazem te querer ainda mais,
Teu amor é um navio perdido, que um dia aportará no meu cais.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Soneto Nº 74 (Ou minhas vontades)

Quero olhar nos teus olhos e ver o amor, te tocar e sentir o ardor,
O desejo invadindo meu corpo, delirar de paixão com esse torpor,
Tocar sua pele macia e assim ter certeza que não é mais um sonho,
Ser teu amigo e amante, ser teu amor sincero é só o que proponho,


Matar a vontade que tenho do teu beijo, esse ensejo da paixão,
Quem sabe assim sufoco essa saudade que lancina meu coração,
Essa cobiça desleal que minha alma tem de enfim juntar-se a tua,
E assim se tornar completa, pura, deixar de ser uma alma nua,


Quero ser o guerreiro que te protege e tira teus angustias e medos,
Ser tua mentira e tua verdade, desvendar todos os teus segredos,
Ser tua fome, tua comida, teu frio e teu calor, matar tua sede de amar,


Quero ser tua pressa e tua calma, viver nesse mundo sem desesperar,
Ser a tua saudade boa, o choro de felicidade, ser teu contentamento,
Fazer da vida uma eterna alegria, e ao mesmo tempo um só momento.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Soneto Nº 73

O amor nos fez dar as mãos, e a amar estávamos dispostos,
O destino nos fez andar em caminhos cruelmente opostos,
E caminhar sem você é viajar pelo vazio, morrer em vida,
Cair no abismo, me perder e em vão procurar uma saída,


Esse amor amigo, amor amante que não me deixa um só instante,
Paixão constante que não me deixa esquecer seu semblante,
Teu sorriso, esse seu olhar que a paixão inocentemente despertou,
Infelizmente o mesmo irônico destino que te trouxe, te levou,


Transformou meus lindos sonhos em assustadores pesadelos,
Sua companhia, sua voz, sua presença, hoje são doces lembranças,
Poucos foram nossos momentos, hoje é impossível esquecê-los,


Essa paixão lancinante ainda mantém em mim inúteis esperanças,
O desejo de ter é calmo e paciente, a paixão é agitada e inquieta,
Esse curioso misto de sentimentos alimenta essa paixão secreta.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Soneto Nº 72

Não sei se amar é ser egoísta, o fato é que eu te quero pra mim,
Os sentimentos são tão confusos que não sei se já me senti assim,
Desejo teu beijo como o sol ilumina o dia, intensa e lentamente,
O tempo, caprichosamente, desenhou teu rosto em minha mente,


Quero chamar a tua vida de minha, o seu amor de meu,
Dizer que tudo o que sinto é seu, é pura e simplesmente teu,
Teu corpo ausente, tua lembrança presente, brincadeira do amor,
A saudade é tão forte que esqueci como é viver sem essa dor,


A nostalgia fez morada, foi a primeira que chegou quando você se saiu,
A paixão nasceu sem querer, hoje o amor preenche tudo o que tinha,
Esse amor que tentei te mostrar nas entrelinhas e não sei se você viu,


Agora sei que foi inútil dar asas a uma paixão que era só minha,
Desistir sem tentar não faz sentido, é como viver sem respirar,
Pediria que ficasse, mas você nem chegou a vir, só me resta esperar.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Soneto Monóico (ou Soneto Nº 72)

Na verdade não há com te ver sem te tocar,
Sem pensar nos meus braços a te envolver,
Assim, sem perceber viajo no teu olhar,
E então percebo que nele quero viver,


A dualidade que nos cerca, porem sem dor,
Juntamos o calor infernal da luxuria humana,
Com a serenidade celestial do nosso amor,
Só você desperta essa paixão que me Inflama,


É com adoração que admiro teu corpo desnudo,
Navego nas tuas curvas e assim esqueço-me de tudo,
É com torpor que me embriago no teu cheiro,


Então sem pensar em nada me entrego por inteiro,
Dentro de ti vejo os olhos da paixão e isso me faz renascer,
Viajo aos céus quando te vejo assim, sufocada de prazer.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Soneto Nº 71

Acabou o tempo de desespero, a vida ouviu o meu apelo,
Pedi um amor, sonhei que você enfim acabaria minha dor,
Felicidade é quando te abraço e me pego afagando seu cabelo,
Essa paixão incontrolável, esse desejo de ir onde você for,


A tristeza e o ardor que tua ausência me causam no coração,
A alegria e o furor de tua presença me embriagam de emoção,
Teu corpo é um templo que venero no dia e profano a noite,


Vidas unidas por um laço que nem o tempo pode quebrar,
Que o amor puro e casto abençoou, e que a luxuria me fez amar,
Amizade e amor são sentimentos tão parecidos que se confundem,


Tua vida é um mar que meu desejo quer navegar, se perder, se afogar,
A confusão desperta minha indiscrição, e meus sentidos tuas ilusões iludem,
A cada dia que passa só consigo ver que é contigo que tenho que estar.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Soneto Nº 70

Teu olhar confuso me diz que não devo desistir,
Meu coração descuidado diz para não te seguir,
O universo em dúvida não sabe o que dizer,
O amor me joga no abismo que é te querer,


Estava tão perto do seu coração que o sentia bater,
Hoje estou tão longe que não consigo te ver,
Não sei onde foi parar o teu sorriso que me guiava,
Esqueci que deixei de te dizer o quanto te amava,


A amiga, a confidente, hoje a amada, a desesperada,
Se fosse certo não seria nós, se fosse fácil não seria você
Sinceramente quando você me olha, não sei o que vê,


Não sei se também quer essa união há tempos ansiada,
Minha alma já não quer acreditar, desistiu de sonhar,
Ela, no fundo da sua, viu que teu peito não quer amar.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Soneto ao ato de amar

A dor agora renascida que dói sem doer, sangra sem molhar,
A vontade reprimida que, acovarda os heróis, suplementa os fracos,
Sentimento alucinado, o ardor que antecede e apimenta os Fatos,
Coração aos cacos, assim mesmo a carne enrijece, é o ato de amar,


Seguro tua mão e apertando-a forte sinto a vontade que te domina,
Olho nos teus olhos e neles vejo o furor, a luxuria que a alma ensina,
O corpo pede pelo prazer, a boca implora e se perde no beijo,
O amor desesperado dispara a paixão que assim invoca o desejo,


Nesse embate não há perdedor, o deleite da arte de amar nos inflama,
A volúpia nos faz esquecer o mundo em um segundo de prazer,
O ápice do amor, o momento de fervor, nosso templo é nossa cama,


Somente com nosso amor posso te fazer do mundo esquecer,
Nessa dança você é meu único par, sou homem e você a única mulher,
Nosso corpo se completa em harmonia e prazer e é tudo que a alma quer,

terça-feira, 21 de junho de 2011

Soneto do Corifeu (Homenagem ao poetinha)

são demais os perigos dessa vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando a uma lua chega de repente
e se deixa no céu, como esquecida.


e se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Ai entao é preciso ter cuidado
porque deve andar perto de uma mulher.


Deve andar perto de uma mulher que é feita
De música, luar e sentimento
E que a vida nao quer, de tão perfeita.


Uma mulher que é como a propria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento
Tão cheia de pudor que vive nua


Vinicius de Moraes, Livro de Sonetos, 1957


Resolvi postar um dos meus sonetos preferidos do Poetinha, enjoy...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Soneto a Necessidade de amar.

Já não me convence esse amor com limites, com pouca doação,
Quero um amor desmedido, sem fronteiras, de explodir o coração,
Um amor que me faça suspirar, sonhar mesmo que esteja acordado,
Quero viver sem dor, sem nostalgia, um sentimento puro e demasiado,


Não quero ter controle sobre nada, quero me despedir com saudade,
Beijos com sabor de desejo, paixão embriagante, abraços com torpor,
Quero viajar sem sair da cama, encontrar a razão sem perder a sanidade,
Quero que minha amada seja meu porto seguro, que do céu seja a cor,


A razão de tudo o que eu faça, que seja o complemento final da oração,
Quero ser feliz, talvez nem consiga sobreviver a mais uma decepção,
Quero amar até o infinito e não mais a metade, quero tocar na felicidade,


Desejo tudo o que o amor pode oferecer, quero suprir essa vontade,
Quero Me doar, ser protetor, ator, guiar e também me perder,
Enfim, desejo voltar a vida, sarar as feridas, dizer de novo que “amar é viver”.

Soneto Nº 69

Contemplar teu corpo como se o amanhã fosse um sonho,
Sentir teu amor por mim como se ele fosse realidade,
Meu coração não soube resistir, e hoje dele apanho,
Você era uma doce companheira, agora é uma necessidade,


Hoje tu és um sonho, um doce delírio, uma ilusão sem par,
Teu amor é um enigma que minha alma não soube decifrar,
Não adianta tentar te esquecer, se não é isso quer o coração,
Fico sem saída, já que também não é seu desejo essa união,


Vou vivendo assim, impreciso, e teu sorriso é meu contentamento,
Mesmo te amando vislumbro o dia em esquecer esse sentimento,
Viver em paz, olhar pra traz e dizer “amei” ao invés de “amo”,


Tentei mas não resisti e me entreguei mesmo sendo certa a ruína,
Hoje vejo que era melhor ter desistido, não ter caído nesse mar,
Não consigo mais lutar, amar e ser desprezado, é essa minha sina.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Soneto ao Palmeiras

Essa alegria que em mim exalta o coração,
É o espírito da vitoria que me move a amar,
Não só um time, mais que um sonho em vão,
Foram tantas conquistas que nem consigo falar


O desespero dos inimigos, o amor dos que gostam de ti,
Mesmo nas infortuneis derrotas, não esquecemos as tuas glórias,
Teus grandes triunfos não se consegue guardar só para si,
Sempre és injustiçado, contudo sempre nos da muitas vitórias,


Os outros têm inveja de nossa torcida, de nosso amor,
Espelham-se no nosso louvável jeito de torcer,
No estádio, somos os que têm mais fervor,


O orgulho é verde e branco, cores que a natureza ajudou a tecer,
Nossos ídolos nunca serão esquecidos, mesmo em fase decaida,
Sociedade Esportiva Palmeiras, mais que um amor, uma vida.


Soneto feito em 24/09/2008

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Soneto Nº 68

O dia esta triste, a vida passa em pequenos passos de formiga,
Nada finda essa dor, antes ao menos tinha você, minha amiga,
O sol ilumina, mas não aquece, tudo entristece, não há alegria,
O vento sopra, mas não acaricia como tuas mãos, é pura nostalgia,


A água que a sede não sacia, é mesma sede de você, insaciável,
A saudade vem com a nostalgia, e é dolorosamente Insuportável,
Você estava tão perto há um instante, hoje só nos sonhos te vejo,
Neles você é só minha. Neles eu não conheço apenas o desejo,


Percebo que sou feliz só nos sonhos, e a realidade é um eterno penar,
Quando acordo e percebo que você não está, à vontade é de morrer,
Teu corpo é um labirinto em que quero me perder sem querer me achar,


Vem matar a vontade que meus lábios têm dos teus, vem aprender a amar,
Sai dessa tempestade em que te encontras e vem navegar em águas calmas,
Brindaremos a comunhão dos nossos corações com a felicidade de nossas almas.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Soneto Nº 67

Desisto de tentar despertar, em vão, teu amor,
Esse sentimento assim como nasceu morrerá,
Você não viu, eu tentei, o amor vai perder a cor,
Viva, sonhe, ame, meu amor um dia acabará,


Ainda dói, mas a ferida cicatrizará, eu vou te esquecer,
Vai ser fácil, não é complicado esquecer uma paixão,
Quero que saibas que meu amor não vai perecer,
Quero que saibas que meu amor não será em vão,


Tentei segurar, mas a paixão é mais forte,
Tens um novo amor e isso me deixa sem norte,
A promessa que te fiz és cumprida, mas minha dor persiste,


O amor sempre é lindo, mas nossa amizade o deixa triste,
Tento te esquecer, mas a paixão criou profundas raízes,
Sei que serei feliz, mesmo com as abandonadas Cicatrizes.