sexta-feira, 15 de julho de 2011

Soneto Nº 73

O amor nos fez dar as mãos, e a amar estávamos dispostos,
O destino nos fez andar em caminhos cruelmente opostos,
E caminhar sem você é viajar pelo vazio, morrer em vida,
Cair no abismo, me perder e em vão procurar uma saída,


Esse amor amigo, amor amante que não me deixa um só instante,
Paixão constante que não me deixa esquecer seu semblante,
Teu sorriso, esse seu olhar que a paixão inocentemente despertou,
Infelizmente o mesmo irônico destino que te trouxe, te levou,


Transformou meus lindos sonhos em assustadores pesadelos,
Sua companhia, sua voz, sua presença, hoje são doces lembranças,
Poucos foram nossos momentos, hoje é impossível esquecê-los,


Essa paixão lancinante ainda mantém em mim inúteis esperanças,
O desejo de ter é calmo e paciente, a paixão é agitada e inquieta,
Esse curioso misto de sentimentos alimenta essa paixão secreta.

2 comentários:

Victor Manfredine disse...

Ps.: Será continuação do Soneto Nº 73?

E assim, quando mais tarde me procure,
Quem sabe a morte, angústia de quem vive,
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama,
Mas que seja infinito enquanto dure.

Joseph Jr. disse...

Quem me dera poder continuar um soneto do poetinha.. hahaha